Em palestra para a Rede Imóveis, consultor exclui risco de bolha imobiliária
"Não há a menor chance de haver bolha imobiliária no Brasil e muito menos em Curitiba". A frase enfática foi proferida pelo consultor Fabio Tadeu Araújo, sócio na Brain Bureau de Inteligência Corporativa, no último dia 12 de abril, durante evento da Rede Imóveis (associação que reúne as imobiliárias Brasil Brokers Galvão, Futurama, Razão, 2000, Cibraco, Cilar, Habitec, Fernandez Mera, Kondor, C3, J8, Galvão Locações e Baggio) com seus colaboradores, em Curitiba. A palestra abordou vários números do mercado imobiliário brasileiro e curitibano, mas a ênfase foi nas afirmações de que não há neste momento risco de bolha como alardeiam alguns boatos.
Fabio enumerou alguns argumentos principais para garantir a solidez do mercado imobiliário: o baixo nível de desemprego, renda da população crescendo acima da inflação, a boa média do valor de entrada nos financiamentos e o baixo índice de crédito imobiliário em relação ao PIB. "Esses fatores mostram que as pessoas estão empregadas e em situação de assumir financiamentos, que estão procurando ter prestações que caibam no orçamento e que há controle na liberação dos créditos por parte dos órgãos financeiros. Não dá para ter bolha em um cenário assim".
Dois dos argumentos do palestrante foram comparados com os Estados Unidos no momento que a bolha imobiliária explodiu por lá. "Eles chegaram a emprestar 120% do valor do imóvel. Para um imóvel de US$ 100 mil a pessoa levava do banco US$ 20 mil a mais para usar no que quisesse. É claro que ia dar problema. No Brasil, o limite é 80%, mas ainda assim o consumidor tem financiado em média 64,9% do valor do imóvel. Outra questão é que o crédito imobiliário no Brasil representa 8% do PIB. Nunca, na história das crises no mundo, houve bolha quando o país tem crédito imobiliário abaixo de 50% do PIB. Em 2011, os EUA, por exemplo, estavam com 74%".
Segundo Fabio, outro ponto que atesta a inexistência de bolha é o resultado de uma pesquisa feita por sua empresa nos últimos anos com quatro mil compradores de imóveis. "Perguntamos se compravam para uso próprio ou para investimento. Cerca de 96% disseram que era para uso próprio. Dos que visavam investimento, 80% era para locação. Ou seja, apenas um em cada cem compradores buscavam imóveis para especular com a revenda".
Grande oferta
Embora não haja risco de bolha, Curitiba passa sim, na visão do consultor, por um excesso de ofertas. Mas, de acordo com Fabio, de forma pontual. "Entre 1999 e 2007 foram colocados no mercado curitibano entre 30% e 50% menos imóveis do que o necessário. Criou-se um vazio que foi preenchido nos últimos anos. Saímos de sete mil imóveis entregues em 2008 para 20 mil no ano passado. Agora esse número vai se estabilizar em uns 17 mil imóveis nos próximos anos. O número de alvarás residenciais liberados para construção, por exemplo, caiu 30% em 2013".
Com muito imóveis, a tendência, segundo Fabio, é de os preços aumentarem apenas pouco acima da inflação. Não deve haver mais grandes aumentos como nos últimos anos, mas também é pouco provável a redução de preços. Outro aspecto é que vai facilitar para quem vende e loca, porque há bastante opções para apresentar ao cliente. "Do outro lado, o consumidor também ganha porque tem mais poder de escolha e de comparação para adquirir o que melhor atende as suas necessidades".
É neste ponto que o presidente da Rede Imóveis, Fernando Galvão, sugere aos consumidores uma boa pesquisa. "O consumidor tem o poder de escolher, está muito bem informado e só precisa de uma consultoria para ajudá-lo a avaliar bem as opções. Por isso é importante negociar com empresas de tradição no mercado, que hoje, mais do que vender, prestam consultoria para encontrar o melhor negócio para o cliente".
Fernando Galvão também enfatizou que em nenhum momento as integrantes da Rede Imóveis sentiram algum risco de bolha. "O mercado está se ajustando, há bastante oferta, mas há também muita gente precisando de imóvel. Os preços estão se estabilizando e como isso surgem boas oportunidades para morar ou investir. Para se ter uma ideia, a Rede Imóveis já atingiu cerca de 40% da sua meta de locação para o ano todo apenas no primeiro trimestre. Quem vende e quem quer comprar não precisa ter medo de bolha nenhuma", diz Fernando.
Sobre a Rede Imóveis
A Rede é uma associação formada pelas imobiliárias Brasil Brokers Galvão, Futurama, Razão, 2000, Cibraco, Cilar, Habitec, Fernandez Mera, Kondor, C3, J8, Galvão Locações e Baggio. A Rede foi fundada em setembro de 1993 e foi a pioneira no Brasil na união de empresas concorrentes para trabalharem de forma integrada.
O funcionamento da Rede Imóveis é simples. As empresas, embora concorrentes e com vida própria, trabalham integradas. Quem vai a uma delas consegue ver o estoque de imóveis de todas as outras. O estoque de imóveis também fica integrado no portal www.redeimoveis.com.br. Assim, fica mais fácil para quem quer comprar ou alugar um imóvel encontrar a opção que mais lhe agrada. Para os proprietários também é vantagem, pois eles deixam o imóvel em uma empresa e outras dez trabalham para vendê-lo.
Fonte: Rede Imóveis
